No intuito de fortalecer o “Movimento Contra a Corrupção” – formado por centrais sindicais, sindicatos, partidos políticos, estudantes e movimentos sociais – representantes da CUT-DF se reuniram, nesta sexta-feira (4), com o secretário geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara.
A presidente da Central, Rejane Pitanga, reforçou a importância do Movimento Contra a Corrupção e afirmou que o apoio da CNBB é “imprescindível para a vitória do Movimento”. Dom Dimas informou que vários membros da CNBB irão se reunir na próxima semana para debater o tema e, no 11 de dezembro, publicará uma nota oficial com o posicionamento da entidade. Ele também afirmou que “as cenas são chocantes e espera que a investigação seja ágil e transparente”.
A CUT-DF vem trabalhando fortemente para garantir o impeachment contra o governador do Distrito federal, José Roberto Arruda, e seu vice, Paulo Octávio, além da cassação de todos os parlamentares envolvidos no esquema de arrecadação e distribuição ilícita de dinheiro público. Entre as ações da Central está a garantia do apoio de entidades importantes para fortalecer o “Movimento Contra a Corrupção”.
4 de dezembro de 2009
Imagens da corrupção
A TV e os jornais vêm publicando imagens sobre o esquema de arrecadação e distribuição ilícita de dinheiro público envolvendo o governador Arruda, seu vice, Paulo Octávio, parlamentares da base aliada e empresários. Veja alguns videos:
Arruda recebe dinheiro de propina
Deputado Leonardo Prudente (DEM) recebe dinheiro de propina e guarna nas meias
Deputada Eurides Brito (PMDB)recebe dinheiro de propina
Ex-deputado, Odilon Aires, também faz parte do esquema de corrupção
Deputados Brunelli (PSC) e Leonardo Prudente (DEM) e o ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, oram em agradecimento à propina
Arruda recebe dinheiro de propina
Deputado Leonardo Prudente (DEM) recebe dinheiro de propina e guarna nas meias
Deputada Eurides Brito (PMDB)recebe dinheiro de propina
Ex-deputado, Odilon Aires, também faz parte do esquema de corrupção
Deputados Brunelli (PSC) e Leonardo Prudente (DEM) e o ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, oram em agradecimento à propina
3 de dezembro de 2009
Ato conta a corrupção: fora Arruda
Às vésperas dos 50 anos de idade, Brasília não tem nada o que comemorar. Como se já não bastasse a política privatista de Estado mínimo do governo Arruda, com hospitais terceirizados, o pior e mais caro transporte coletivo do Brasil, índices alarmantes de violência, arrocho salarial para os servidores públicos e repressão aos movimentos grevistas de toda a classe trabalhadora do Distrito Federal, o governador agora embolsa o dinheiro do povo. Por isso, o “Movimento contra a corrupção” convoca toda a população do Distrito Federal para um grande ato agendado para o dia 9 de dezembro, quarta-feira, às 10h, na Praça do Buriti.
O escândalo, que é notícia de todas as TVs e jornais, envolve mais de dez parlamentares da base aliada do governo, além de assessores, empresários e secretários do governo. A Polícia Federal já está investigando o caso e, até agora, mais de R$ 760 mil foram apreendidos em buscas realizadas em Brasília, Goiânia e Minas Gerais.
O esquema de desvio de recursos e pagamento de aliados políticos começou ainda no governo anterior, de Joaquim Roriz. A afirmação é do ex- secretário de Relações Institucionais do GDF, Durval Barbosa, que também foi presidente da Codeplan durante o governo Roriz e acumula mais de 30 processos na Justiça.
De acordo com Arruda, todo este dinheiro seria para comprar panetones às famílias carentes. Em 2001, quando era senador, Arruda também chorou jurando inocência na violação do painel do Senado após a votação da cassação do ex-senador Luiz Estevão. Mas depois das evidências, Arruda voltou atrás e assumiu a culpa para não ser cassado.
A população não pode se calar! Participe das atividades pelo impeachment de Arruda e seu vice, Paulo Octávio, e a punição de todos os envolvidos no esquema de corrupção do Distrito Federal.
O escândalo, que é notícia de todas as TVs e jornais, envolve mais de dez parlamentares da base aliada do governo, além de assessores, empresários e secretários do governo. A Polícia Federal já está investigando o caso e, até agora, mais de R$ 760 mil foram apreendidos em buscas realizadas em Brasília, Goiânia e Minas Gerais.
O esquema de desvio de recursos e pagamento de aliados políticos começou ainda no governo anterior, de Joaquim Roriz. A afirmação é do ex- secretário de Relações Institucionais do GDF, Durval Barbosa, que também foi presidente da Codeplan durante o governo Roriz e acumula mais de 30 processos na Justiça.
De acordo com Arruda, todo este dinheiro seria para comprar panetones às famílias carentes. Em 2001, quando era senador, Arruda também chorou jurando inocência na violação do painel do Senado após a votação da cassação do ex-senador Luiz Estevão. Mas depois das evidências, Arruda voltou atrás e assumiu a culpa para não ser cassado.
A população não pode se calar! Participe das atividades pelo impeachment de Arruda e seu vice, Paulo Octávio, e a punição de todos os envolvidos no esquema de corrupção do Distrito Federal.
Pressão popular agiliza demanda da CLDF
Centenas de pessoas de diversas tendências políticas, movimentos social e estudantil, centrais sindicais e sindicatos marcaram esse dia 2 de dezembro. Mobilizados em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), os manifestantes, das formas mais inusitadas, pediram o impeachment do governador local José Roberto Arruda e seu vice, Paulo Octávio, além da cassação de todos os parlamentares envolvidos no esquema de arrecadação e distribuição ilícita de dinheiro público.
A CUT-DF e seus sindicatos filiados também marcaram presença. Além de apitos, camisetas e cartazes com a frase “fora Arruda”, os manifestantes realizaram um velório simbólico do governador do DF com direito à marcha fúnebre e uma oração parodiando a imagem veiculada nas TVs dos deputados Leonardo Prudente (DEM), Brunelli (PSC) e do ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, agradecendo à Deus o dinheiro vindo dos cofres públicos.
A ação rendeu resultados positivos. Após ocupar o plenário da Casa, os manifestantes garantiram que seis parlamentares fizessem a leitura dos pedidos protocolados na CLDF. A bancada do PT, composta pelos deputados Paulo Tadeu, Chico Leite, Érica Kokay e Cabo Patrício (presidente interino da Casa), além de Reguffe (PDT) e Jacqueline Roriz (PMN) garantiram o quorum mínimo para abertura de uma sessão extraordinária.
Depois da leitura dos processos, os pedidos de impeachment seguirão para a Procuradoria da Casa, que terá 24 horas para dar um parecer. Depois disso, vão para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) onde, se tiverem três dos cinco votos, vão a plenário. Para que os pedidos sejam aprovados no plenário, é necessário que 13 dos 24 parlamentares acatem a reivindicação.
Ainda nesta quinta-feira (3), às 15h, será realizada a eleição do Corregedor.
CUT-DF protocola impeachment
Assim como outros segmentos da sociedade civil, a CUT-DF protocolou, nesta quarta-feira (2), um pedido de impeachment do governador José Roberto Arruda e seu vice, Paulo Octávio.
Entre as acusações, os representantes do poder Executivo do Distrito Federal são suspeitos de corrupção ativa e passiva e crime de responsabilidade. No pedido de impeachment da Central, ainda é exigido que Arruda e Paulo Octávio ressarçam o dinheiro desviado do Tesouro Público do Distrito Federal. “Entendemos que as denúncias são gravíssimas e, por isso, a sociedade civil não pode somente assistir, mas lutar pela justiça e pela dignidade do Distrito Federal”, afirmou a presidente da CUT-DF, Rejane Pitanga.
Além da CUT-DF, mais cinco pedidos de impeachment foram protocolados na CLDF.
A CUT-DF e seus sindicatos filiados também marcaram presença. Além de apitos, camisetas e cartazes com a frase “fora Arruda”, os manifestantes realizaram um velório simbólico do governador do DF com direito à marcha fúnebre e uma oração parodiando a imagem veiculada nas TVs dos deputados Leonardo Prudente (DEM), Brunelli (PSC) e do ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, agradecendo à Deus o dinheiro vindo dos cofres públicos.
A ação rendeu resultados positivos. Após ocupar o plenário da Casa, os manifestantes garantiram que seis parlamentares fizessem a leitura dos pedidos protocolados na CLDF. A bancada do PT, composta pelos deputados Paulo Tadeu, Chico Leite, Érica Kokay e Cabo Patrício (presidente interino da Casa), além de Reguffe (PDT) e Jacqueline Roriz (PMN) garantiram o quorum mínimo para abertura de uma sessão extraordinária.
Depois da leitura dos processos, os pedidos de impeachment seguirão para a Procuradoria da Casa, que terá 24 horas para dar um parecer. Depois disso, vão para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) onde, se tiverem três dos cinco votos, vão a plenário. Para que os pedidos sejam aprovados no plenário, é necessário que 13 dos 24 parlamentares acatem a reivindicação.
Ainda nesta quinta-feira (3), às 15h, será realizada a eleição do Corregedor.
CUT-DF protocola impeachment
Assim como outros segmentos da sociedade civil, a CUT-DF protocolou, nesta quarta-feira (2), um pedido de impeachment do governador José Roberto Arruda e seu vice, Paulo Octávio.
Entre as acusações, os representantes do poder Executivo do Distrito Federal são suspeitos de corrupção ativa e passiva e crime de responsabilidade. No pedido de impeachment da Central, ainda é exigido que Arruda e Paulo Octávio ressarçam o dinheiro desviado do Tesouro Público do Distrito Federal. “Entendemos que as denúncias são gravíssimas e, por isso, a sociedade civil não pode somente assistir, mas lutar pela justiça e pela dignidade do Distrito Federal”, afirmou a presidente da CUT-DF, Rejane Pitanga.
Além da CUT-DF, mais cinco pedidos de impeachment foram protocolados na CLDF.
Movimento quer impeachment de Arruda
Cerca de 200 pessoas reunidas na sede da CUT-DF na tarde desta segunda-feira (30) deliberaram pela unificação e mobilização geral da sociedade para pressionar a saída do governador do DF, José Roberto Arruda, e seu vice, Paulo Octávio, do GDF.
O grupo, que incorporou estudantes, parlamentares, centrais sindicais e representantes de diversos segmentos da sociedade civil, recebeu o nome de “Movimento contra a corrupção” e afirmou que ainda pedirá a punição de todos os envolvidos no escândalo de arrecadação e pagamento de propina no governo local.
Para o presidente do PT-DF, Chico Vigilante, a movimentação ilegal de dinheiro no governo democrata do DF “não é novidade”. Chico Vigilante ainda informou que o “Movimento contra a corrupção” não aceitará qualquer tipo de arranjo para ocupar o governo do DF. “Quem estava se lambuzando não pode bancar de moralista”, discursou.
“Este governo não tem diferença do governo Roriz. Esta é uma organização criminosa”, avaliou o deputado distrital, Paulo Tadeu (PT). Para o senador Cristovam Buarque (PDT) “a autonomia do DF está ameaçada”. O senador ainda informou que convocará uma CPI (Comissão de Inquérito Parlamentar) na Casa para apurar o escândalo.
As denúncias do esquema de propina fizeram com que o PPS, PDT e PSB, partidos da base aliada do governo Arruda, anunciassem a entrega dos cargos que ocupam na administração.
Ações
Durante a reunião desta segunda, foi definida a realização de um ato nesta quarta-feira (2/12), em frente a Câmara Legislativa do DF, às 14h, quando será protocolado o pedido de impeachment contra Arruda e Paulo Octávio. Já no dia 9 de dezembro, às 10h, os manifestantes se reunirão na Praça do Buriti para realizar ato unificado contra a corrupção. “Nós construiremos o maior movimento de rua do DF e não pararemos até dissolvermos esta quadrilha”, afirmou a presidente da CUT-DF, Rejane Pitanga.
Durante a reunião desta segunda, foi definida a realização de um ato nesta quarta-feira (2/12), em frente a Câmara Legislativa do DF, às 14h, quando será protocolado o pedido de impeachment contra Arruda e Paulo Octávio. Já no dia 9 de dezembro, às 10h, os manifestantes se reunirão na Praça do Buriti para realizar ato unificado contra a corrupção. “Nós construiremos o maior movimento de rua do DF e não pararemos até dissolvermos esta quadrilha”, afirmou a presidente da CUT-DF, Rejane Pitanga.
Entenda o caso
Na última sexta-feira (27), a Polícia Federal deu início à operação “Caixa de Pandora”, organizada para apurar denúncias de arrecadação e recebimento de propina no governo do Distrito Federal. A denuncia foi feita pelo ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, que, além de ceder filmagens que comprovam o esquema, afirmou que o governador local, José Roberto Arruda, coordenava o destino do dinheiro obtido através de contratos superfaturados firmados com empresas específicas.
De acordo com Durval, o esquema começou ainda no governo passado, de Joaquim Roriz. O caso, que envolve ainda o vice-governador, Paulo Octávio, secretários de governo, assessores e deputados da base aliada, consistia em distribuir uma mesada para deputados distritais e recursos para empresários, secretários do governo e dívidas pessoais do governador do DF.
Até agora, a PF apreendeu mais de R$ 760 mil em buscas realizadas em Brasília, Goiânia e Minas Gerais.
Passado e presente comprometido
Em 2001, o então senador José Roberto Arruda renunciou ao cargo depois de assumir o envolvimento na violação do painel do Senado após a votação da cassação do ex-senador Luiz Estevão.
O primeiro discurso de Arruda foi em sua defesa, quando o então Senador chegou a chorar em plenário. Com as evidências do caso, Arruda voltou atrás e resolveu assumir o envolvimento no caso para não correr o risco de ser cassado.
Rabo preso
Durval Barbosa era secretário de Relações Institucionais do DF no governo Arruda e também foi presidente da Codeplan durante o governo Roriz. A denúncia foi feita em contrapartida da redução de pena em caso de condenação do ex-secretário, que tem mais de 30 processos na Justiça.
Durval Barbosa era secretário de Relações Institucionais do DF no governo Arruda e também foi presidente da Codeplan durante o governo Roriz. A denúncia foi feita em contrapartida da redução de pena em caso de condenação do ex-secretário, que tem mais de 30 processos na Justiça.